Regulação TA

REGULAÇÃO DA TENSÃO ARTERIAL

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A pressão sanguínea é regulada pelo sistema nervoso periférico, autónomo simpático!

1. CENTRO VASOMOTOR e CARDIORREGULADOR

centro vasomotor

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2. REFLEXO BARORRECEPTOR

– Os barorreceptores ou receptores de pressão são receptores sensitivos que respondem ao estiramento, enviando todas as informações ao bolbo raquidiano.

– A estimulação dos barorreceptores no seio carotídeo activam o reflexo do seio carotídeo (nervo sinusal IX) e a estimulação dos baroreceptores na crossa da aorta activam o reflexo da crossa da aorta (nervo aórtico – X). A função destes  dois reflexos é manter a pressão arterial dentro de uma estreita margem de valores.

– No seio carotídeo e na crossa da aorta, a pressão arterial normal distende parcialmente a parede arterial de modo que uma constante, mas baixa, frequência de potenciais de acção seja produzida pelos barorreceptores. O aumento da pressão nos vasos sanguíneos distende as suas paredes, originando um aumento da frequência dos potenciais de acção gerados pelos barorreceptores. Pelo contrário, uma diminuição na pressão reduz o estiramento da parede arterial, resultando numa diminuição da frequência dos potenciais de acção.

– Assim temos que:

baroreceptores

– Os reflexos barorreceptores do seio carotídeo e da crossa da aorta são importantes na regulação da pressão arterial momento a momento. Quando uma pessoa se eleva rapidamente duma posição sentada ou deitada, para focar de pé, ocorre uma grande queda na pressão arterial da região do pescoço e tórax, devido ao efeito da gravidade sobre o sangue. esta redução pode ser tão grande que o fluxo de sangue para o cérebro torna-se suficientemente lento para provocar tonturas ou perda da consciência. Todavia, a queda da pressão arterial inicia os reflexos barorreceptores que restabelecem os valores normais em poucos segundos (funcionam acima de 60mmHg). Uma pessoa “saudável” sofre apenas uma ligeira tontura (hipotensão ortostática).

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3. REFLEXO QUIMIORRECEPTOR

– Os reflexos quimiorreceptores intervêm na manutenção da homeostase quando a tensão de oxigénio no sangue desce, as concentrações de CO2 ou H aumentam ou o pH diminui.

– Os quimiorreceptores são abundantemente irrigados e localizam-se na sua maioria no bolbo raquidiano, na crossa da aorta e nas carótidas.  Quando o teor de oxigénio baixa nas suas células, a frequência de potenciais aumenta e estimula o centro vasomotor para aumentar o tónus vasomotor. Os quimiorreceptores só actuam em situações de emergência não regulando o aparelho circulatório em situações de repouso (funcionam abaixo dos 60 mmHg). A sua resposta não é muito marcada, a não ser que a tensão de oxigénio no sangue desça demasiado. As células quimiorreceptores também são estimuladas pelo aumento do CO2 e dos iões H+, aumentando também o tónus vasomotor. A vasoconstrição aumenta a perfusão pulmonar, ajudando assim a eliminar o excesso de CO2 e H+ e aumentar a oxigenação. Os órgãos mais afectados nestas situações são: SNC, coração, rins e retina.

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4. RESPOSTA ISQUÉMICA DO CORAÇÃO

– Quando a perfusão do centro vasomotor diminui o suficiente, os neurónios do bolbo são fortemente excitados pelo aumento de CO2 e dos iões de H+. Devido a isso, ocorre vasoconstrição e a pressão arterial sobe muito. A subida da pressão arterial em resposta àhipoperfusão bolbar é chamada resposta isquémica do sistema nervoso central.

– A resposta isquémica do SNC só tem importância se a pressão arterial descer abaixo dos 50 mmHg. Por isso, o seu papel é pouco importante em condições normais. O aumento da pressão arterial aumenta a sua perfusão desde que os vasos estejam intactos. Se uma isquémia grave durar para além de alguns minutos, o metabolismo cerebral fica comprometido por carência de oxigénio. O centro vasomotor torna-se inactivo e, ao diminuir o tónus vasomotor,ocorre extensão vasodilatação. A isquémia prolongada do bolbo conduz a uma descida marcada da pressão arterial e à morte.

5. RESPOSTAS HORMONAIS

– Existem 4 mecanismos hormonais que regulam a tensão arterial (vamos falar apenas de 2).

5.1. Mecanismo da medula supra-renal: os estímulos que aumentam a estimulação simpática do coração e dos vasos sanguíneos também o fazem em relação à medula supra-renal, oq ue resulta numa maior secreção de epinefrina e alguma norepinefrina. estas hormonas afectam o parelho circulatório de forma semelhante à da estimulação simpática directa, originando aumento da frequência cardíaca e do volume de ejecção sistólico, vasoconstrição cutânea e visceral e ainda vasodilatção coronária.

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5.2. Mecanismo da renina-angiotensina-aldesterona: Quando a pressão arterial diminui, os rins lançam na circulação uma enzima: a renina. A renina actua sobre uma proteína plasmática – angiotensinogénio, para lhes retirar um fragmento, a angiotensina I, que contém 10 a.a. Outra enzima, a enzima de conversão da angiotensina, encontrada principalmente nos pequenos vasos pulmonares, retira mais d2 a.a. à angiotensina I para produzir um fragmento contendo 8 a.a. chamado de angiotensina II ou angiotensina activa.

A Ang.II provoca vasoconstrição arteriolar e, em menor grau, venosa, aumentando, por isso, a resistência vascular periférica e o retorno venoso ao coração, doi mecanismos que elevam a pressão arterial.

– A Ang. II também estimula a secreção de aldosterona pelo córtex supra-renal, hormona que actua sobre o rim, levando-o a auamentar a reabsorção de Na+, Cl- e água. Assim, a produção de urina diminui e é retida água a fim de evitar maior redução da volémia. A Ang. II também estimula a sensação de sede, o apetite para o sal e a secreção da hormona antidiurética.

– A descida da pressão arterial estimula a secreção de renina. A hipercaliémia e a hiponatrémia estimulam a secreção de aldosterona. A descida da pressão arterial e a hipercaliémia ocorrem durante a perda de plasma e a desidratação, e em resposta a lesões tecidulares como queimaduras e esmagamentos.

– O mecanismo da renina-angiotensina-aldosterona é importante para a manutenção da pressão arterial em situações de choque circulatório, necessitando de aproximadamente 20 minutos para atingir a eficácia máxima. O seu início de acção não é tão rápido como os reflexos nervosos ou a resosta da medula supra-renal, mas a sua acção é mais duradoura. Uma vez segregada, a renina mantém-se activa cerca de uma hora.

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EM CONSTRUÇÃO


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